Cuidado com a saúde emocional e compreensão dos padrões que mantêm o sofrimento, para construir, aos poucos, novas formas de responder à vida.
“Eu costumo chamar a primeira sessão de Avaliação Inicial porque ela é o momento em que começamos a entender, juntos, o que está acontecendo e o que trouxe você para a terapia.
Vou pedir que você me conte, do seu jeito, o que está fazendo você buscar ajuda agora. É um sofrimento que já existe há bastante tempo ou algo que aconteceu mais recentemente? É uma questão específica ou você sente que várias coisas da sua vida estão acontecendo ao mesmo tempo?
Depois de entender o que trouxe você até aqui, quero compreender como isso tem afetado a sua vida: seus relacionamentos, trabalho, rotina, vida pessoal e a forma como você tem cuidado de si. Também vamos olhar para o que costuma acontecer antes desses momentos, como você reage a eles e o que tem tentado fazer para lidar com o que sente.
Não espero que você chegue com tudo organizado ou sabendo explicar exatamente o que está acontecendo. Parte do meu trabalho é justamente ajudar você a organizar essa experiência e, juntos, começarmos a compreender os padrões envolvidos.”
A Avaliação Inicial não precisa resultar em respostas definitivas em um único encontro. Ela é o começo de um processo de compreensão. A partir do que identificarmos, discutimos juntos as metas terapêuticas, que vão orientar a construção do plano de tratamento e as estratégias para experimentar novas formas de pensar e agir.
Minha principal meta será tornar você seu próprio terapeuta: ajudar a compreender seu funcionamento e desenvolver recursos que possa continuar utilizando mesmo depois que o processo terapêutico terminar.
A Terapia Cognitivo-Comportamental é uma abordagem baseada em evidências, com construção colaborativa do processo terapêutico. A formação em Neurociência, Trauma e Saúde Mental complementa esse trabalho, ajudando a explicar como o cérebro e o sistema nervoso respondem às experiências, para tornar o processo mais compreensível e significativo.
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Você não precisa estar em uma situação extrema para buscar ajuda. A terapia também pode ser um espaço para compreender dificuldades, padrões que se repetem ou mudanças que você deseja fazer antes que o sofrimento se intensifique.
Não. Você não precisa chegar com um diagnóstico ou com uma explicação pronta. Parte do processo é justamente compreender, juntos, o que está acontecendo e quais padrões podem estar envolvidos.
A primeira sessão é a minha Avaliação Inicial. Vou conhecer o motivo que trouxe você até a terapia, entender como isso está repercutindo na sua vida e começar a investigar pensamentos, emoções, comportamentos e padrões relacionados a essa dificuldade. Você não precisa chegar com tudo organizado, eu vou ajudar você a organizar essa experiência.
Não. A confiança é construída ao longo do processo. Você pode falar sobre aquilo que consegue naquele momento, e vamos respeitando seu ritmo enquanto construímos segurança para aprofundar outros assuntos.
A TCC é uma abordagem baseada em evidências e pode ser utilizada para diferentes tipos de dificuldades emocionais. Na Avaliação Inicial, vamos entender sua demanda e avaliar juntos se essa abordagem faz sentido para o que você está buscando.
Na TCC, entendemos a terapia como um processo que tem começo, meio e fim. Isso não significa estabelecer, desde o início, um número fixo de sessões, porque cada pessoa tem uma demanda, um ritmo e objetivos diferentes.
A partir das metas terapêuticas que construímos juntos, vamos acompanhando a evolução ao longo do processo. Conforme essas metas forem sendo atingidas e você desenvolver mais recursos para lidar de forma independente com as situações da sua vida, podemos espaçar gradualmente as sessões até chegarmos à alta.
Minha principal meta será tornar você seu próprio terapeuta: ajudá-lo a compreender seu funcionamento e desenvolver recursos que possa continuar utilizando mesmo depois que o processo terapêutico terminar.
A frequência das sessões é definida de acordo com cada caso e pode ser ajustada ao longo do processo.
Em geral, considero ideal iniciar o acompanhamento com sessões semanais, especialmente quando existe um nível maior de sofrimento ou quando precisamos construir uma compreensão mais aprofundada da demanda e estabelecer as primeiras estratégias de mudança.
Em alguns casos, porém, podemos iniciar ou manter um acompanhamento quinzenal, dependendo do nível de sofrimento, dos objetivos terapêuticos, da disponibilidade do paciente e dos acordos estabelecidos em conjunto.
A frequência não é uma regra fixa: ela faz parte do plano terapêutico e pode ser revista conforme o processo evolui.
Sim. A frequência pode ser ajustada conforme o seu processo evolui. Em determinados momentos, pode ser importante aumentar a frequência para oferecer mais suporte; em outros, quando você já estiver utilizando os recursos desenvolvidos na terapia com mais autonomia, podemos espaçar os encontros.
Esse movimento faz parte da própria proposta da TCC: o objetivo não é criar uma dependência da terapia, mas desenvolver ferramentas para que você consiga continuar colocando em prática o que aprendeu.
De jeito nenhum. A alta significa que, naquele momento, as metas que construímos para o processo foram alcançadas e você desenvolveu recursos suficientes para seguir utilizando o que aprendeu com mais autonomia.
Isso não significa que a terapia deixa de existir como possibilidade na sua vida. A vida continua acontecendo, e novas fases, mudanças ou situações inesperadas podem trazer desafios diferentes.
É completamente natural procurar algumas sessões novamente em um momento específico, fazer um acompanhamento mais pontual ou até iniciar um novo processo terapêutico diante de uma nova demanda.
Voltar para a terapia não significa voltar ao ponto de partida. Muitas vezes, significa utilizar um recurso que você já conhece para cuidar de si diante de um novo momento da vida.
Para mim, uma alta bem-sucedida não é aquela em que você nunca mais precisa de um psicólogo. É aquela em que você sabe quando, por que e como pedir ajuda quando precisar.
Quando fizer sentido para o seu processo, podemos combinar estratégias ou atividades para serem experimentadas entre as sessões. Na TCC, isso faz parte de uma proposta de aprendizagem e prática, e não de uma “lição de casa” obrigatória.
A terapia é um espaço para falar sobre aquilo que é importante para você, mas você não precisa conseguir colocar tudo em palavras imediatamente. Às vezes, inclusive, não saber explicar o que está sentindo é justamente o ponto de partida do trabalho.
Não. Nem toda dor emocional é um transtorno. A Psicologia também pode ajudar pessoas que querem compreender melhor a si mesmas, desenvolver recursos emocionais, lidar com mudanças ou transformar padrões que estão dificultando sua vida.
Minha formação em Neurociência, Trauma e Saúde Mental complementa meu trabalho em TCC. Ela amplia minha capacidade de explicar como cérebro e sistema nervoso respondem às experiências e como determinados padrões podem se desenvolver e se manter. Isso ajuda a tornar o processo terapêutico mais compreensível e significativo.
Você não precisa chegar à terapia sem vergonha, medo ou receio. Esses sentimentos também fazem parte do processo. Meu papel não é julgar a sua história, mas ajudar você a compreendê-la.
Tudo bem. A terapia não precisa ser uma conversa em que você fala durante uma hora sem parar. Podemos construir juntos uma forma de trabalho que permita compreender o que está acontecendo, mesmo quando é difícil encontrar palavras.
Não tem problema. Você não precisa preparar um discurso antes da sessão. Podemos começar justamente pelo que fez você procurar ajuda naquele momento.
Autoconhecimento não precisa significar encontrar algo errado em você. Muitas vezes, significa compreender por que determinadas reações e padrões fazem sentido dentro da sua história e, a partir daí, descobrir que existem outras possibilidades.
Não. Você não precisa esperar o sofrimento ficar insuportável para procurar ajuda. Às vezes, perceber que algo não está funcionando como você gostaria já é um motivo suficiente para começar a olhar para isso.
A terapia não precisa começar quando tudo desmorona. Ela também pode ser um espaço para compreender, prevenir, desenvolver recursos e fazer mudanças enquanto você ainda consegue escolher os caminhos que quer seguir.