Autor: Carolina Kumagai

  • Quando a eleição termina, mas as divergências permanecem: como lidar com quem pensa diferente?

    Quando a eleição termina, mas as divergências permanecem: como lidar com quem pensa diferente?

    As eleições passaram. Mas será que as tensões e divergências que surgiram durante esse período também ficaram para trás?

    Para algumas pessoas, o fim do processo eleitoral não significa necessariamente o fim dos conflitos.

    As opiniões foram expressas. As discussões aconteceram. Algumas relações podem ter ficado estremecidas.

    E, mesmo depois da votação, ainda precisamos conviver com pessoas que enxergam o mundo de uma maneira completamente diferente da nossa.

    Isso pode significar ouvir opiniões diferentes das suas.

    Ver pessoas que ama defendendo ideias que você considera absurdas.

    Conviver com familiares, amigos ou colegas que possuem posicionamentos políticos muito diferentes.

    E é justamente aí que uma divergência política pode deixar de ser apenas uma divergência de ideias.

    Porque, quando determinados valores estão profundamente ligados àquilo que acreditamos ser certo, justo ou seguro, ouvir uma opinião contrária pode despertar emoções muito intensas.

    Raiva.

    Medo.

    Frustração.

    Indignação.

    Impotência.

    E isso não acontece apenas no campo das ideias. Pode chegar às relações.

    Uma pesquisa realizada no Brasil após as eleições presidenciais de 2022 investigou justamente a relação entre diferenças de preferência eleitoral e conflitos dentro das famílias (Gatto; Leal; Thomé, 2025).

    A psicologia política tem estudado esse fenômeno como polarização afetiva: não se trata apenas de discordar das ideias do outro, mas de desenvolver sentimentos negativos em relação a quem pertence ao outro grupo político.

    E existe uma diferença importante entre pensar:

    “Eu discordo do que você defende.”

    e pensar:

    “Se você defende isso, então existe alguma coisa errada com você.”

    É nesse segundo movimento que a conversa pode mudar completamente.

    A discussão deixa de ser sobre uma ideia.

    Passa a ser sobre a pessoa.

    E, quando isso acontece, fica muito mais difícil escutar, fazer perguntas, sustentar a própria posição sem atacar e, principalmente, lembrar que uma pessoa não se resume à sua posição política.

    Isso não significa que precisamos concordar.

    Também não significa que toda divergência deva ser tolerada sem limites. Existem valores e questões que podem ser profundamente importantes para cada pessoa.

    Manejo emocional não é abrir mão daquilo em que acreditamos.

    É conseguir escolher como vamos nos comportar quando aquilo em que acreditamos é colocado em confronto.

    Mesmo depois das eleições, algumas perguntas podem nos ajudar a compreender melhor nossas reações diante das divergências:

    O que exatamente está me deixando tão mobilizado?

    Eu estou discordando de uma ideia ou me sentindo atacado pessoalmente?

    Estou tentando compreender o que o outro pensa ou apenas esperando a minha vez de responder?

    Preciso realmente continuar essa conversa?

    Essa discussão precisa acontecer agora?

    E, principalmente:

    O que eu quero preservar depois que essa conversa terminar?

    Porque algumas discussões terminam quando alguém apresenta um argumento melhor.

    Outras terminam quando alguém decide que a relação é mais importante do que vencer aquela conversa.

    Talvez maturidade emocional, mesmo depois do período eleitoral, também seja saber diferenciar:

    “Eu não concordo com você”

    de

    “Eu não consigo mais me relacionar com você porque você pensa diferente de mim.”

    A primeira frase fala de uma divergência.

    A segunda pode transformar a divergência em ruptura.

    E nem toda conversa precisa terminar em concordância.

    Algumas precisam terminar apenas com respeito suficiente para que duas pessoas continuem podendo existir na vida uma da outra.

    Autoconhecimento também é perceber o que acontece dentro de nós quando somos contrariados.

    Porque não escolhemos o que as outras pessoas pensam.

    Mas podemos aprender a escolher o que fazemos com aquilo que sentimos quando encontramos alguém que pensa diferente.

    Na psicoterapia, esse também pode ser um campo de investigação: entender o que é ativado em nós diante da divergência, quais pensamentos aparecem, quais emoções assumem o controle e quais comportamentos surgem quando nos sentimos ameaçados, contrariados ou incompreendidos.

    Não para aprender a concordar com todo mundo.

    Mas para desenvolver mais liberdade para escolher como queremos responder.

    Referência científica:

    GATTO, M. A. C.; LEAL, J. G.; THOMÉ, D. What explains election-driven family conflicts? Research & Politics, 2025. DOI: 10.1177/20531680251319815.

  • Quando a situação termina, mas continua dentro de nós

    Quando a situação termina, mas continua dentro de nós

    Às vezes, a conversa acaba.
    O expediente termina.
    A cobrança já passou.
    O conflito foi resolvido.

    Mas, dentro de nós, aquilo continua.

    Continuamos pensando no que aconteceu, imaginando o que poderia ter sido diferente, antecipando o que pode acontecer depois ou revisitando aquilo que dissemos ou deixamos de dizer. E é aqui que uma situação que já terminou pode continuar produzindo efeitos.

    Na perspectiva cognitivo-comportamental, não reagimos apenas aos acontecimentos. Reagimos também à forma como os interpretamos.

    Uma mesma situação pode assumir significados muito diferentes dependendo das crenças, experiências e pensamentos que são ativados naquele momento.

    Uma cobrança pode ser interpretada como:

    “Estão me mostrando algo que preciso melhorar.”

    Mas também pode ser interpretada como:

    “Estou falhando.”
    “Eu deveria conseguir dar conta.”
    “Se eu errar, vão perceber que não sou boa o suficiente.”

    A situação externa é a mesma. Mas a experiência interna pode ser completamente diferente.

    Judith Beck descreve como nossas crenças e pensamentos influenciam a maneira como interpretamos as situações. E David Burns chama atenção para diferentes padrões de pensamento que podem distorcer essa interpretação e intensificar emoções difíceis.

    Isso não significa que aquilo que sentimos seja “imaginação” ou que bastaria pensar positivo.

    Significa que existe uma interação constante entre o que acontece, o significado que damos ao que acontece e a forma como respondemos a isso.

    E o nosso corpo também participa desse processo.

    Quando uma situação é percebida como ameaçadora, nosso organismo pode entrar em estado de alerta. O problema não está em essa resposta acontecer, ela faz parte da nossa capacidade de lidar com demandas.

    Nosso cérebro possui sistemas de sobrevivência que foram sendo preservados ao longo da evolução para nos proteger diante de ameaças. Quando identificamos um perigo, o organismo rapidamente se prepara para agir: podemos lutar, fugir ou, em algumas situações, ficar imobilizados.

    O ponto importante é que esses sistemas não são acionados apenas diante de um perigo físico real. Uma ameaça percebida como uma cobrança, um conflito, a possibilidade de fracassar ou até algo que estamos antecipando, também pode acionar respostas de estresse.

    O cérebro não precisa esperar que o perigo aconteça para preparar o organismo para enfrentá-lo. E isso foi extremamente adaptativo para a nossa sobrevivência.

    O problema aparece quando situações que não exigem uma resposta imediata de sobrevivência continuam mantendo o organismo em estado de alerta. O nosso cérebro sabe nos preparar para enfrentar uma ameaça. Mas também precisamos conseguir sinalizar a ele quando já é seguro parar.

    Ou Seja, o problema é quando a situação termina, mas a resposta não termina junto com ela.

    Podemos estar em casa e continuar pensando no trabalho.

    Podemos estar tentando dormir e continuar revisando uma conversa.

    Podemos ter resolvido um problema e continuar antecipando o próximo.

    Podemos até estar em um momento de descanso, mas mentalmente ainda estarmos tentando resolver alguma coisa.

    Almén chama atenção justamente para esse processo. Em seu modelo cognitivo-comportamental do burnout, ele propõe que preocupações e ruminações podem prolongar as respostas fisiológicas ao estresse e dificultar a recuperação, mesmo depois que o estressor externo deixou de estar presente.

    Por isso, estar longe do trabalho não significa necessariamente estar recuperado do trabalho. Recuperação envolve mais do que interromper uma atividade. Envolve permitir que o organismo diminua sua ativação, que os recursos sejam restaurados e que exista espaço para voltar a lidar com novas demandas. E existe aqui um paradoxo importante:

    Quanto mais precisamos nos recuperar, mais difícil pode ser parar.

    Quem aprendeu a responder às demandas aumentando o esforço pode ter dificuldade de reconhecer que, naquele momento, continuar fazendo não está ajudando.

    A pessoa descansa, mas continua pensando.

    Para, mas continua antecipando.

    Sai do trabalho, mas leva o trabalho consigo.

    E, pouco a pouco, aquilo que deveria ser um período de recuperação se transforma em mais um espaço de preocupação. Talvez por isso a pergunta não seja apenas:

    “Quanto tempo eu tenho para descansar?”

    Mas também:

    “O que acontece dentro de mim quando eu tento descansar?”

    Consigo me desligar?

    Consigo deixar uma questão sem resolver até amanhã?

    Consigo perceber que uma situação terminou sem continuar tentando controlá-la mentalmente?

    Consigo permitir que meu corpo saia do estado de alerta?

    Porque, às vezes, o que está nos mantendo cansados não é apenas o tanto que fazemos.

    É também o tanto que continuamos fazendo por dentro, mesmo quando já paramos por fora.

    E talvez cuidar da saúde mental no trabalho também envolva aprender que recuperação não é falta de produtividade.

    É parte daquilo que nos permite continuar vivendo, trabalhando e escolhendo com mais recursos.

    Nem tudo o que termina fora de nós termina imediatamente dentro de nós.

    E compreender esse intervalo pode ser um passo importante para entender por que algumas experiências continuam nos afetando e o que precisamos para, de fato, sair delas.

    Na psicoterapia, podemos investigar por que algumas situações continuam acontecendo dentro de nós mesmo depois que terminaram: quais pensamentos permanecem, que ameaças estamos antecipando, como nosso corpo responde e o que pode estar dificultando a recuperação.

    Referências

    ALMÉN, Niclas. A Cognitive Behavioral Model Proposing That Clinical Burnout May Maintain Itself. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 18, n. 7, p. 3446, 2021. DOI: 10.3390/ijerph18073446.

    BECK, Judith S. Terapia cognitivo-comportamental: teoria e prática. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2022.

    BURNS, David D. Sentir-se bem: a nova terapia do humor. São Paulo: Martins Fontes, 1982.

    Esperidião-Antonio, V. et al. Neurobiologia das emoções. Revista de Psiquiatria Clínica, 35(2), 55–65, 2008.

  • Quando o trabalho deixa de ser só trabalho…

    Quando o trabalho deixa de ser só trabalho…

    Existe uma dimensão do sofrimento no trabalho que nem sempre é percebida.

    Às vezes, a pessoa não está apenas cansada. Ela está há meses ou anos fazendo, entregando, resolvendo, se responsabilizando… sem sentir que aquilo que faz tem valor para alguém. E isso pode produzir algo mais profundo do que frustração. Pode atingir a própria percepção que ela tem de si.

    Em A Loucura do Trabalho, Christophe Dejours chama atenção para a relação entre a organização do trabalho, o sofrimento psíquico e o reconhecimento. Para o autor, o reconhecimento do trabalho realizado tem um papel importante na construção da identidade do sujeito.  Para ele, trabalhar não é apenas executar aquilo que foi prescrito. Entre aquilo que uma organização determina e aquilo que efetivamente precisa ser feito existe sempre uma distância.

    É nesse espaço que o trabalhador coloca em ação sua experiência, sua inteligência, sua criatividade e sua capacidade de encontrar soluções para aquilo que não estava previsto. Existe, portanto, algo que o trabalhador coloca de si no que faz. E é justamente aí que o reconhecimento ganha uma importância particular.

    “Aquilo que eu faço tem valor”

    Pudesse também contribuir para:

    “Eu tenho valor neste lugar.”

    Por isso, a ausência prolongada de reconhecimento pode ser tão desgastante. Não se trata apenas de não receber um elogio. Trata-se de trabalhar, investir energia, enfrentar dificuldades, encontrar soluções e, ainda assim, não encontrar no outro, na liderança, nos pares ou na própria organização uma confirmação de que aquela contribuição existe e tem valor.

    Quando essa experiência se repete, o trabalho pode deixar de encontrar um sentido. E todo trabalho naturalmente envolve esforço, frustração, cobrança e dificuldades. Mas, quando aquilo que fazemos não é reconhecido, pode ficar cada vez mais difícil perceber valor no próprio esforço. A pessoa continua trabalhando, se esforçando e entregando, mas começa a não enxergar significado naquilo que faz. E é nesse ponto que o sofrimento pode se aprofundar. Não é apenas estar cansado ou frustrado. É começar a questionar:

    “Por que estou fazendo tudo isso?”

    E, em alguns casos, a pergunta pode ir ainda mais longe:

    “Eu tenho valor aqui?”

    É nesse movimento que o sofrimento relacionado ao trabalho pode alcançar a identidade do sujeito.

    Por isso, quando falamos sobre saúde mental no trabalho, não podemos olhar apenas para as características individuais de quem sofre. É preciso olhar também para a organização do trabalho, as relações estabelecidas, as formas de avaliação, os processos de reconhecimento e aquilo que é ou não é permitido ao trabalhador realizar.

    Nem todo sofrimento que aparece no indivíduo começa no indivíduo.

    Às vezes, ele nasce na relação entre a pessoa e o modo como o trabalho está organizado. E talvez essa seja uma das perguntas mais importantes:

    O que está acontecendo com essa pessoa e o que está acontecendo no trabalho que ela realiza?

    Porque compreender a saúde mental no trabalho exige olhar para os dois lados dessa relação. E é a partir daí que podemos começar a compreender o que acontece dentro de nós: nossos pensamentos, nossas crenças, nossas emoções, nossas respostas ao estresse e a maneira como nosso cérebro reage diante de situações de ameaça, cobrança, impotência ou falta de controle.

    O sofrimento tem uma história.

    E, muitas vezes, para compreendê-lo, precisamos olhar não apenas para a pessoa que sofre, mas também para o lugar onde esse sofrimento acontece.

    Carolina Kumagai

  • Nem toda dor emocional é uma doença

    Nem toda dor emocional é uma doença

    Mas toda dor precisa ser compreendida e acolhida.

    Vivemos um momento em que se fala muito mais sobre saúde mental e isso trouxe avanços importantes. Ao mesmo tempo, existe o risco de transformar experiências humanas em diagnósticos de maneira precipitada.

    Estar triste não significa necessariamente estar em depressão. Sentir ansiedade diante de uma situação difícil não significa, por si só, ter um transtorno de ansiedade. Ter dias de desânimo, insegurança, irritação ou medo também não significa automaticamente que exista uma doença.

    As emoções fazem parte da vida e têm uma função.

    Isso, porém, não significa que devemos minimizar aquilo que sentimos.

    Entre considerar qualquer sofrimento uma doença e acreditar que é preciso simplesmente “aguentar”, existe um caminho muito mais cuidadoso: compreender o contexto, a intensidade, a frequência e o impacto daquela experiência na vida da pessoa.

    É justamente por isso que um diagnóstico em saúde mental não deveria ser construído a partir de uma característica isolada ou de uma lista encontrada na internet. É necessário considerar a história daquela pessoa, o momento que ela está vivendo e a forma como determinados sintomas aparecem e interferem em sua vida.

    E mesmo quando não existe um transtorno, pode existir sofrimento que merece atenção.

    A psicoterapia também é um espaço para isso: compreender emoções, reconhecer padrões, elaborar experiências e ampliar possibilidades diante daquilo que tem sido difícil viver sozinho.

    Nem toda dor emocional é uma doença. Mas nenhuma dor precisa ser invalidada apenas porque não recebeu um nome.

  • Nem sempre o sofrimento é o problema

    Nem sempre o sofrimento é o problema

    Às vezes, o problema é quanto tempo ele permanece.

    Sentir tristeza, medo, ansiedade, frustração, raiva ou insegurança faz parte da experiência humana.

    Nem toda emoção desconfortável significa que existe algo errado conosco. Muitas vezes, o sofrimento aparece como uma resposta compreensível diante de uma perda, uma mudança, um conflito, uma frustração ou de períodos em que somos exigidos além do que conseguimos sustentar.

    O que merece atenção é quando esse sofrimento deixa de ser passageiro e começa a ocupar espaço demais.

    Quando interfere no sono, nos relacionamentos, no trabalho, nas escolhas ou na capacidade de sentir prazer. Quando situações diferentes parecem levar sempre ao mesmo lugar. Quando a pessoa percebe que está há muito tempo tentando dar conta sozinha e, apesar de todos os esforços, continua presa aos mesmos sentimentos ou comportamentos.

    Nesses momentos, talvez a pergunta não seja apenas “por que estou me sentindo assim?”, mas também:

    “Há quanto tempo estou vivendo dessa maneira?”

    A psicoterapia não tem como objetivo eliminar todas as emoções difíceis. Sofrer também faz parte da vida. O trabalho terapêutico pode ajudar a compreender o que esse sofrimento comunica, quais experiências estão relacionadas a ele e quais recursos podem ser construídos para lidar com aquilo que não pode simplesmente ser evitado.

    Buscar ajuda não exige chegar ao limite.

    Às vezes, perceber que algo permanece por tempo demais já é motivo suficiente para começar a olhar para si com mais atenção.

  • Nem todo mundo que sofre demonstra

    Nem todo mundo que sofre demonstra

    Nem sempre o sofrimento é visível.

    Há pessoas que continuam trabalhando, estudando, cuidando da família, cumprindo compromissos e até sorrindo enquanto atravessam períodos emocionalmente difíceis. Para quem olha de fora, pode parecer que está tudo bem. Por dentro, no entanto, a experiência pode ser muito diferente.

    Isso acontece porque cada pessoa desenvolve formas próprias de lidar com aquilo que sente. Algumas conseguem falar sobre suas dores com facilidade. Outras silenciam, evitam demonstrar fragilidade ou aprenderam, ao longo da vida, que precisam continuar funcionando independentemente do que esteja acontecendo.

    Muitas vezes, esse modo de lidar com as emoções começou muito antes da vida adulta. Adaptar-se, ser forte, não incomodar ou resolver tudo sozinho pode ter sido necessário em algum momento. O problema é quando esse recurso se torna a única maneira possível de existir.

    Por isso, sofrimento emocional não pode ser medido apenas pelo que conseguimos enxergar.

    Uma pessoa não precisa estar em crise evidente para precisar de acolhimento. Da mesma forma, conseguir manter a rotina não significa necessariamente estar bem.

    Na psicoterapia, existe espaço para olhar com mais atenção para aquilo que, muitas vezes, passa despercebido até para a própria pessoa: padrões que se repetem, emoções que foram sendo silenciadas e formas de viver que um dia ajudaram, mas que talvez já não façam mais sentido.

    Nem toda dor pede para ser vista. Algumas precisam primeiro encontrar um lugar seguro para poder ser reconhecidas.